
A Profecia dos Sapos (La prophétie des grenouilles)
Animação, França, 2003, 90 minutos
Direção: Jacques-Rémy Girerd
Roteiro: Jacques-Rémy Girerd
Produção: Patrick Eveno
Arte: Iouri Tcherenkov
Edição: Hervé Guichard
Trilha sonora: Serge Besset
Faixa etária recomendada: a partir dos 5 anos

Sinopse: Os sapos profetizam um dilúvio e uma família muito especial transforma sua casa em abrigo flutuante. Animais domésticos e de um zoológico próximo são salvos das águas, mas carnívoros e herbívoros precisam aprender a conviver no mesmo espaço.
O diretor usa a idéia de um dilúvio e da arca de Noé para esmiuçar as relações sociais, os conflitos de interesses e os limites éticos da busca para a satisfação de nossas necessidades, sejam elas reais ou imaginárias. Indo além da proposta humanista, o filme reflete a importância do respeito mútuo para que todos saiam ganhando.
O desenho de traços simples, além de bonito, mostra uma grande sofisticação expressiva e rompe com o estilo tecnicista dos grandes estúdios americanos, ao qual estamos mais acostumados. Por isso também fica no espectador um sabor de novidade estética.
Sobre o diretor:
Jacques-Rémy Girerd nasceu na França em 1952. Abandonou a carreira da medicina para estudar no Instituto de Belas-Artes de Lyon. Fundou a sociedade de animação Folimage, que teve sucesso imediato. Depois de filmes curtos e séries de televisão, começou a realizar longas metragens. Além de diretor de filmes Gired é também produtor, roteirista e músico. A profecia dos sapos é seu segundo longa. Veja os prêmios recebidos:
• Festival de Berlim – Urso de Cristal de longa metragem
• Festival Internacional de Chicago – melhor longa metragem de animação
• Festival Internacional de Animação de Ottawa – Grande Prêmio de longa metragem
Para ler um texto de um crítico brasileiro, clique aqui.
Para ver o trailer do filme, clique aqui.

Brichos
Animação, Brasil, 2007, 77 minutos
Direção: Paulo Munhoz
Roteiro: Paulo Munhoz e Érico Beduschi
Produção: Paulo Munhoz
Direção de Arte: Antônio Éder
Música: Vadeco, Jorge Falcón e Vina Lacerda
Faixa etária recomendada: de 5 a 10 anos
Sinopse: Tales, Jairzinho e Bandeira são três jovens moradores da Vila dos Brichos, os bichos brasileiros.
No esforço de criar uma estratégia para ganhar um campeonato de videogame, eles se metem em aventuras e descobrem a história da Vila e um grande segredo no coração da floresta.
Segundo Paulo Munhoz, a idéia do filme saiu da constatação de que os brasileiros sempre escolhem animais de outros lugares como personagens de seus trabalhos. Pensou que, para falar das situações do país, nada melhor do que uma turma de bichos da nossa fauna. É daí que vem o nome BRICHOS, que significa Bichos Brasileiros. Essa turma mora na Vila dos Brichos. Lá estão a onça, o tamanduá, o quati, o jacaré, o tatu, o calango e muitos outros, aprontando situações típicas de todo adolescente e preocupando seus pais.
Enquanto Paulo Munhoz lança seu segundo desenho animado de longa metragem, o diretor de arte Antônio Éder já colocou na rua a história em quadrinho do pessoal da Vila dos Brichos.
O filme recebeu uma indicação ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro de Melhor Filme de Animação.
Sobre o diretor
Paulo Munhoz nasceu em Curitiba em 1962. Formado em Engenharia Mecânica, tem pós graduação em Computação Gráfica e mestrado em Tecnologia e Interação. Começou a trabalhar com cinema em 1985. Brichos é seu primeiro longa metragem.
Para saber mais sobre o filme (e se divertir um pouco), clique aqui:

Kiriku e a feiticeira (Kiriku et la sorcière)
Animação, França, 1998, 71 min
Direção: Michel Ocelot
Roteiro:Michel Ocelot
Produção: Didier Brunner
Edição:Dominique Lefever
Trilha sonora: Youssou N’Dour
Faixa estaria recomendada: a partir dos 5 anos
Sinopse: Kiriku é um menino africano muito pequeno, que já nasceu andando e falando. A aldeia em que vive sofre com a maldade da feiticeira Karaba, que secou a fonte de água e devorou os homens que foram lutar contra ela. Kiriku, com muita inteligência e coragem, vai se confrontar com
a terrível Karaba e livrar seu povo da seca, do terror e do preconceito.
Kiriku é uma lenda africana que Michel Ocelot, autor do filme, conheceu na infância. As lendas, apesar de terem características das culturas que as criaram, quase sempre assumem um caráter universal, porque falam de sentimentos profundos que existem em todas as épocas e lugares, que são de toda a humanidade.
Na sabedoria da lenda de Kiriku, podemos refletir sobre as consequências da violência e a importância do amor e da generosidade para acabar com o sofrimento.
O estreito contato do diretor com a cultura africana aparece no traço do filme e na trilha sonora, composta pelo senegalês Youssou N’Dour e tocada com instrumentos tradicionais do continente, como balafon, ritti, cora, xalam, tokho, sabaar e o belon.
Sobre o diretor
Michel Ocelot nasceu na França em 1943 e passou a infância, dos 6 aos 12 anos, na Guiné. Voltou para a França adolescente e foi estudar artes.
Experimentou quase todas as técnicas de animação, realizou curtas metragens e séries para a televisão antes de começar a realizar longas metragens. Entre 1994 e 2000 foi presidente da ASIFA (Associação Internacional de Filmes de Animação). Seus filmes são muito premiados e merecem ser vistos por público de todas as idades. Veja a relação de prêmios que Kiriku e a Feiticeira ganhou:
• Ale Kino! - Festival Internacional do Filme Infantil (Polônia) – melhor animação
• Festival de animação de Annecy (França) – melhor longa metragem
• Prêmio Britânico de Animação (Inglaterra) – melhor longa europeu
• Festival Infantil de Cartagena (Colômbia) – melhor filme (júri adulto e jovem)
• Festival Internacional de Filmes para juventude de Castellinaria (Itália) – melhor diretor
• Festival Internacional do Filme Infantil de Chicago (EUA) – melhor longa de animação (júri adulto e infantil)
• Cinekid (Holanda) – melhor filme
• Festival Internacional do Filme Infantil de Montreal (Canadá) – prêmio especial do júri
• Festival Internacional de Oulu (Finlândia) – Prêmio CIFEJ
Para conhecer melhor e ler o que Ocelot fala sobre o filme acesse o site oficial: (em inglês)

O Castelo Animado (Hauru No Ugoku Shiro)
Japão / EUA, 2004, animação, 119 minutos
Direção: Hayao Miyazaki
Roteiro: Hayao Miyazaki
Produção: Rick Dempsey, Ned Lott e Toshio Suzuki
Edição: Takeshi Seyama
Trilha sonora: Joe Hisaishi
Faixa etária recomendada: a partir dos 10 anos.
Sinopse: A jovem Sophie conhece o belo mágico Hauru e desperta o ciúme da Bruxa das Terras Desoladas, que a transforma em uma velha. Buscando um modo de desfazer o feitiço, acaba encontrando o castelo de Hauru, que mudava sempre de lugar, e iniciou uma grande aventura.
O filme é baseado no romance da escritora inglesa Diana Wynne Jones, que foi aluna de JRR Talkien, autor de O Senhor dos Anéis, e de C. S. Lewis, autor de Crônicas de Nárnia. Uma característica de suas histórias é o uso de situações absurdas para fazer crítica social. Em O Castelo Animado (Howl’s Moving Castle), Diana se volta contra a guerra e sentimentos como ciúme e o ódio, que geram tanta
infelicidade.
O castelo não se move apenas no espaço, mas também entre diversas dimensões, criando uma idéia muito sofistica de possibilidades de mundos diferentes.
O Castelo Animado, considerada a obra mais ocidentalizada de Miyazaki, recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Filme de Animação e ganhou vários prêmios:
• Festival de Veneza (Itália) – Urso de Ouro (melhor filme)
• Academia de Filmes de Ficção Científica, Fantasia e Horror (EUA) – melhor animação
• Hollywood Film Festival (EUA) – Animação do ano.
• Prêmio dos Críticos de Cinema de Los Angeles – melhor trilha sonora
• Mainichi Film Concours (Japão) – melhor filme
• Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York (EUA) – melhor filme de animação
• Sociedade dos Críticos de San Diego (EUA) – melhor longa de animação
• Escritores de Ficção Científica e Fantasia da América – melhor roteiro
• Festival Internacional de Cinema de Catalunha (Espanha) – melhor longa
Sobre o diretor
Hayao Miyazaki nasceu no Japão em 1941. É considerado um dos maiores animadores da atualidade, autor de trabalhos premiados como A Viagem de Chihiro, Oscar de melhor filme estrangeiro em 2003. Iniciou sua carreira em 1963 trabalhando para a Toei Animation, onde fez seu primeiro longa metragem, Watchdog Bow Wow. Produziu um grande número de mangás, animes e séries de TV até 1983, quando começou a se dedicar exclusivamente aos longas metragens. Fundou o Estúdio Ghibli, que realiza importantes obras em animação.
Clique aqui para conhecer o site do Estúdio Ghibli.
Para ler textos de críticos brasileiros, clique aqui e aqui.

O Reino dos Gatos (Neko no ongaeshi)
Animação, Japão, 2002, 75 min
Direção: Hiroyuki Morita
Roteiro: Aoi Hîragi e Reiko Yoshida
Produção: Hironori Aihara e Hayao Miyazaki
Arte: Naoya Tanaka
Trilha sonora: Yuji Nomi
Faixa etária recomendada: a partir dos 5 anos
Sinopse:
Na volta da escola, Haru salva a vida de um gato estranho e distraído, que carregava na boca um pequeno pacote. À noite recebe a visita do Rei dos
Gatos, que a convida a visitar seu reino. Haru penetra em um mundo cheio de surpresas e maravilhas.
A idéia do filme surgiu quando o Studio Ghibli recebeu a proposta de um parque de diversões japonês para fazer um curta metragem com gatos. O longa foi baseado em um mangá de Hiiragi Aoi, uma autora conhecida e admirada no Japão.
Apesar de ser uma história simples para os padrões do estúdio Ghibli, acostumado a roteiros sofisticados, O Reino dos Gatos apresenta personagens fortes e a qualidade gráfica característica das animações japonesas.
O pedido do parque de diversões é muito compreensível. No Japão, os gatos são animais muito amados. Acreditam que eles trazem sorte e fortuna, sobretudo quando coça a orelha. O boneco Manekineko é colocado nas casas comerciais para atrair clientes e dinheiro.
O Reino dos Gatos levou três anos para ser concluído.
Sobre o diretor
Hiroyuki Morita nasceu no Japão em 1964. Antes de ir para o Estúdio Ghibli, trabalhou em filmes importantes, como Akira, um marco no cinema de animação japonês, que tornou os animes conhecidos e respeitados no Ocidente.
Conheça o site do Estúdio Ghibli:
Rota de Colisão (complemento curta metragem)
Direção: Roberval Duarte
Brasil / 1999 / 12 min
Um operário, uma criança e um ladrão vivem suas vidas, que em certo momento vão se cruzar numa situação inesperada.
Derrube Jack (complemento curta metragem)
Direção: Ricardo Elias
Brasil / 1993 / 7 min
Um menino tenta, de forma bem humorada, fazer o espectador adivinhar qual é o trabalho de seu pai em um circo.